|
Segunda-feira, Outubro 24, 2005
|
Eu tinha medo
Ela era mulher demais
Vivida demais
Faminta demais
E eu...
Eu era menina
Inocente demais
Sonhadora demais
Romântica de doer
Tínhamos tudo para não dar certo
Não demos
E o tempo passou
Igual a tudo entre nós
Passou demais
E hoje
Cara a cara com ela
Olhos nos olhos
Percebi que os anos passaram
E nada mudou
Eu para ela continuo um ser estranho
Inatingível
impenetrável
E ela para mim
Agora eu sei
Uma ameaça a paz
A minha paz
Havia uma tranca na porta
Em minha porta
Rabiscado por Chiara no dia 24.10.05
Deixe você também seu Rabisco:
Amo Cereja
Cerejas Chilenas
Vermelhas
Febris
Adoro morde-las
Ritualísticamente
Com veneração
Cravando os dentes
Deixando o sumo escorrer
Pela língua
Entre os lábios
Pelo canto da boca
Gosto de olhar a semente
Contornea-la
Brincar com ela
Cereja é quase um vicio
Cereja, hummmm
Cereja
Ai....Cerejas
Rabiscado por Chiara no dia 22.10.05
Deixe você também seu Rabisco:
A lagrima e a rima
Escorrida num papel rosa
A rima evaporava
A lagrima distraída
Desenhava letras
Criava rotas
Onde tudo se perdia
A rima ficava muda
A lagrima já não ouvia
Já não sabia o porque das coisas
A razão porque chorava
O motivo porque escrevia
Se chorava por ser poeta
Se escrevia porque sentia
Rabiscado por Chiara no dia 15.10.05
Deixe você também seu Rabisco:
|
Segunda-feira, Outubro 10, 2005
|
E Clóvis Bornay subiu aos céus.
E lá em cima ,
Sentado na sua nuvem rosa pink
Com sua fantasia de luxo
"hors concours"
Se distraia jogando serpentina nos querubins
Foi quando chegou uma mega-nuvem
Igual aquela que a Patrícia Travassos contou na novela
Cheia de rapazes fortes e alegres
Cheia de moças atléticas e insubmissas
Muitos beijos na boca
Muita musica , muito batidão
E eles acenavam pro Clovis, cantando:
- Não é pecado, não é pecado...
E Bornay sorrindo até o ultimo molar
Jogando confete na nuvem deles
Dando aquela pinta habitual
No melhor estilo Carmem Miranda
Emenda:
- Eu já sabia, eu já sabia...
Rabiscado por Chiara no dia 10.10.05
Deixe você também seu Rabisco:
As palavras ficaram mudas
Talvez constrangidas
Talvez intimidadas
Saíram em fuga
Me deixando oca
Ameaçaram não voltar
As palavras falavam demais
Mais do que as ações
Não mais que o meu olhar
O som ecoava longe
O olhar se perdia
Vagava noites inteiras
Encantado
encantando
Sonhando...
Um olhar naufrago
Com fome de vida
Com fome de tudo...
Os olhos querem demais
Rabiscado por Chiara no dia 10.10.05
Deixe você também seu Rabisco: