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Sexta-feira, Abril 14, 2006
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Meu desejo percorre curvas sinuosas
Ruas
Rodovias
Campos floridos
Sua boca
Sua voz
Silabas delicadas
Palavras
Sons
Viagens de pura vertigem
Tudo que lembro
E que me falta
Meu desejo é quase dor
Estranha dor que eu gosto
É um ato continuo
Que não sei porque começa
E eu sei que nunca acaba
Mergulho de olhos fechados
De peito aberto
Vou tão fundo
Como pode ser profundo
Esse mar
De incertezas e delicias
Rabiscado por Chiara no dia 14.4.06
Deixe você também seu Rabisco:
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Quinta-feira, Abril 13, 2006
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Não vou lamentar a sorte
Porque eu lhe conheci Cantando
E não valsei a noite inteira
Porque eu não sei dançar
E te perdi
Numa quarta-feira
Dia de não ter
Porque era de cinzas
E de cinza o mundo foi pintado
E para sempre um mundo apagado
Silencioso
Solitário
Acabado
Triste só de ver
Mas quem disse que eu iria sofrer
Eu não preciso de você
Eu não careço da sua simpatia
Não preciso da sua graça
De graça
E nem da sua alegria
Já pintei uma aquarela
Esqueci minha valentia
Eu comprei um disco novo
Quem sabe um dia
Só pra você ficar pensando
Quem sabe
Rabiscado por Chiara no dia 13.4.06
Deixe você também seu Rabisco:
Achei os cajás
Peguei as frutas mais maduras
Removi a pele fina
Difícil foi resistir ao cheiro acre
Difícil foi não me lambuzar de salmoura
E ataca-los com avidez
Agüentei meu desejo
Pra não antecipar o prazer
Processei os pedaços
Obtive um suco grosso
Coloquei gelo
Bastante
Uma dose de 51
Com a promessa de melhorar
Tem que ser de alambique
Prometo
Adocei
Adocei com açúcar branco
Por pura molecagem
Chacoalhei com vontade
Para promover a mistura
Arrumei 3 taças de boca larga
Como a de Margueritha
Nevei as bordas com sal
Servi
Chamei 2 amigos
Cobaias fiéis
Parceiros de lida
Só pra desempatar
Fizemos um brinde
Com um amarelo solar
Desejamos saúde
Bebemos
Um drink de sabor inquietante
Que batizei com carinho
FANKA
Rabiscado por Chiara no dia 9.4.06
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